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O meu testemunho e opinião sobre robôs de ordenha

por Carlos Neves, em 30.01.20

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(artigo publicado na Revista Ruminantes)

Pediram-me, por mensagem privada, uma opinião sobre o robô de ordenha. Já recebi muitas visitas e já respondi muitas vezes, mas nunca o tinha feito por escrito. Após 7 anos de experiência como proprietário de um robô de ordenha e tendo recebido uma mensagem com essa pergunta, acho que a partilha pública da minha resposta pode ser útil para outros que tenham interesse na matéria.
Não me lembro de quando ouvi falar de robô de ordenha pela primeira vez, mas recordo-me que a perspetiva de acabar com a “prisão” da ordenha logo me entusiasmou. É uma tecnologia com mais de 20 anos. Em 2004 organizámos na AJADP uma inesquecível viagem ao País Basco para ver 2 robôs Lely (contacto por um chat da internet com produtores espanhóis, ainda não havia Lely Center em Portugal) e 2 robôs Delaval (colaboração total do Eng. Santoalha e da equipa Harker). A viagem, a primeira que organizámos, foi memorável. Vimos os robôs, quase ficámos bloqueados na neve da autoestrada de montanha a caminho de Pamplona e no fim de tudo, com estradas cortadas e um motorista nervoso regressámos ao Porto via Madrid e descemos o então IP5 às 4 da manhã com o autocarro a derrapar nas curvas como nunca vi nem quero voltar a ver.
Sobrevivemos para contar e em 2006 o José António e a Manuela instalaram o primeiro robô de ordenha em Portugal, DeLaval (aviso já que este artigo não pretende defender nenhuma côr). Poucos anos mais tarde a Lely instalou os seus primeiros robôs e depois vieram Sac, Gea, Boumatic…
Em 2012 tivemos projeto aprovado para a Quinta do Sinal e o robô começou a funcionar em 2013. A sala de ordenha foi encerrada e imediatamente vendida. Recuperei uma antiga bomba de vácuo para ter uma ordenha portátil alternativa para algum animal que não se consegue deslocar ao robô e permanece na enfermaria.
Antes dessa data passou-se uma coisa muito importante, a decisão de comprar robô e a escolha da marca. Optei pelo robô, partindo do que li, dos vendedores que ouvi e sobretudo do testemunho de vários colegas que já tinham robô e me disseram que podia confiar porque funcionava!
É muito importante visitar vacarias com robô, com os vendedores e sem vendedores. Tirar tempo para ver como as vacas interagem, como se fizeram as obras de adaptação ou construção, saber como avaliam as escolhas que fizeram. Uma vacaria deve durar dezenas de anos. Um robô pode durar 20 anos, porque vão surgindo atualizações e portanto convém escolher bem antes de comprar.
Instalei o robô no lado da vacaria oposto à ordenha e, a 19 de fevereiro de 2013, ao fim da ordenha da manhã fechamos a porta da ordenha e abrimos a porta do robô na outra ponta da vacaria. Acompanhamos em permanência as primeiras 24 horas das vacas com o robô, jantámos no local, depois às 24h00 fui descansar e voltei para render o Hugo, nosso funcionário, às 5h da madrugada. Depois fomos reduzindo a vigilância até entrar em velocidade de cruzeiro. É importante seguir os conselhos técnicos ou a experiência dos colegas que nos antecederam, falando com vários para avaliar se a sua experiência é um caso isolado, se corresponde a um padrão ou houve algum stress pessoal entre o cliente e a empresa que afeta a avaliação. Aconselho fazer toda a formação disponibilizada pela empresa e procurar ter um colega a quem ligar em caso de dúvida também é muito útil. Os primeiros dias e o primeiro mês são fundamentais para a adaptação das vacas e dos donos ao robô, pelo que deve ser planeada para quando há menos trabalho nos campos, para podermos estar 100% focados nas vacas e na máquina.
O robô é muito bom para quem não gosta da ordenha, tem problemas de coluna, articulações ou tendinites nos braços, mas é importante que a pessoa goste de vacas, porque vai deixar de as “empurrar” tocar todas juntas para a ordenha e vai ter de passar pelo meio delas para ir buscar alguma atrasada. Há sempre alguma atrasada (Haverá mais ou menos vacas a tocar conforme a vacaria, a localização do robô, o maneio, a saúde dos cascos, o número total de vacas, etc.)
É fundamental ter boa assistência, sempre disponível, porque estamos completamente dependentes dela. Há coisas simples que devemos aprender a resolver mas há coisas complexas e peças específicas que dependem da assistência. Também aqui o meu conselho é "não inventem, o barato sai caro".
Maiores vantagens dos robôs de ordenha :
Exigem menos espaço que uma sala de ordenha e funcionam mesmo! Reduzem o trabalho e dão mais flexibilidade! Há milhares de robôs a funcionar em todo o mundo; ordenham as vacas mais vezes, ao seu ritmo; É mais leve o trabalho de tocar vacas do que meter tetinas na ordenha; Há sensores adicionais muito úteis e podemos dar ração na quantidade adaptada a cada vaca e suplementar no pós-parto;
Pontos menos positivos:
Custo de investimento elevado face ao baixo preço do leite; Devemos fazer bem as contas, com previsão cautelosa das receitas porque o que vier acima é lucro; Ter poucas vacas ou pouco leite por vaca não paga o investimento! Aconselho apresentar projeto de investimento para receber apoio ou procurar robô de ocasião, mas atualizado e com garantia da marca); Custo de manutenção superior a uma ordenha convencional; Consumos de água e energia superior a uma sala de ordenha que funcione 3 ou 4 horas por dia; Não permite aumentar o número de vacas a cada ano que passa, a evolução terá de ser em múltiplos de 50/60 vacas por cada robô; Um amigo com experiência avisou-me que o robô é “um filho que nunca cresce”, quer dizer, continua a chamar de noite se tiver uma avaria, mas às vezes passam-se meses sem uma chamada e no meu caso melhorou muito após o primeiro ano com as atualizações que foram introduzindo.

Notas finais
• Não é necessário ser engenheiro informático para ter robô, mas é preciso tirar uns minutos de manhã e à noite para ver os gráficos e listagem de vacas atrasadas, doentes, mamites, etc. Às vezes corre tudo bem durante uns tempos, depois facilitamos e esquecemos de vigiar...
• Não é verdade que ficamos presos em casa por causa do robô, apenas alguém tem de ficar "de piquete" a meia hora de distância, até pode ser um vizinho que também tenha robô igual;
• Há que pensar como vamos aproveitar o tempo livre que passamos a ter
• É preciso rigor e protocolos de atuação, para não esquecer as rotinas obrigatórias e não facilitar quando tudo corre bem
• A escolha de uma ração apetente e um nutricionista competente é um fator importante do sucesso, porque a ração do robô e da manjedoura vai influenciar a deslocação voluntária das vacas ao robô.
• Há quem aponte um refugo de 10% de vacas que não se adaptam ao robô (no meu caso foi muito menos), sendo uma parte antecipação da reforma de animais que já iriam deixar a vacaria pouco depois. É importante selecionar a genética para robô, com boa separação dos tetos, velocidade de ordenha e outras características importantes.
• Os robôs parecem ter vindo para ficar, mas vão ser uma entre outras opções à disposição da liberdade de escolha de cada um, depois de avaliar as suas condições e situação pessoal.
#carlosnevesagricultor

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publicado às 00:02

30 anos da CEACV - Formação Profissional - Caminho para uma agricultura digna

por Carlos Neves, em 26.01.20

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publicado às 16:29

Ribeira da Granja - da poluição à recuperação

por Carlos Neves, em 21.01.20

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Cansados de histórias de um mundo cada vez mais poluído? Posso contar-vos um caso em sentido contrário. Hoje quando fui ao campo apanhar erva para os animais reparei na água transparente da "Ribeira da Granja" que passa ao lado. Nasce algures nas freguesias de Vairão e Macieira, em vários fios de água que no Verão ficam secos, passa por Fajozes, Árvore, Azurara e desagua na margem esquerda do Rio Ave, entre os estaleiros de Azurara e a foz, no lugar da Granja, que lhe dá o nome.
Quando eu era criança havia cá na terra uma grande fábrica, a Nórdica, uma tinturaria que tingia a roupa e também o regato à cor da moda, variando com os dias. Às vezes a água vinha quente e um dia até queimámos o milho ao regar o “campo da ribeira” com essa água. Outros dias, muitos dias, cheirava à suinicultura da zona. Depois a Nórdica fechou e a suinicultura, que ainda existe, construiu lagoas de tratamento/decantação dos efluentes, mas entretanto também construíram a zona industrial da Varziela e uma etar com o pomposo nome de “ambicentro”, que ficou abandonada e cheia de silvas alguns anos depois de ser notícia de jornal pela inovadora “tecnologia de tratamento” que possuía. Mais tarde a zona industrial, que creio não ter indústrias particularmente poluentes, passou a “zona comercial dos chineses” e com esse e outros “saneamentos diretos” das habitações ao longo do percurso o regato tornou-se um esgoto a céu aberto cada vez mais poluído até à foz. Um dia estávamos a regar o milho com essa água e veio a GNR perguntar porque estávamos a regar o milho com “água choca”, pois pelo aspeto parecia que vinha direto de alguma fossa (e vinha, de muitas). Resultado: deixei de regar um dos campos, cuja frescura da terra tem bastado para ter milho de qualidade e gastei dinheiro a fazer um poço noutro campo para poder ter água limpa para rega. Até que há uns anos construíram um sistema de saneamento ao longo da ribeira e voltamos a ter lá água quase transparente. Pagaram uma pequena indemnização pelas culturas que estragaram durante a obra e pelas tampas de vigia que deixaram a estorvar o trabalho dos campos e eu pagaria o dobro para que não estivessem lá ou estivessem enterradas mas a compensação principal é ver de novo a ribeira quase recuperada. Ainda há alguma turvação, ainda há algum lixo nas margens e no fundo, ainda não vi as enguias que haveria antigamente, mas já vemos areias douradas no fundo e alguns patos bravos a viver pelas margens. Ainda há muito por fazer mas há que valorizar o que já foi feito. #carlosnevesagricultor

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publicado às 17:41

Protagonista no JN - "As pessoas têm ideias absurdas sobre agricultura"

por Carlos Neves, em 21.01.20

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publicado às 11:54

O que comem as vacas? (com texto, imagens e novidades)

por Carlos Neves, em 16.01.20

Há algum tempo atrás publiquei um vídeo  a mostrar o que comem as nossas vacas, para desmontar a ideia de que a carne e o leite da Europa são produzidas à base de soja das zonas queimadas da Amazónia. Volto ao assunto com imagens dos vários alimentos usados, porque não se viam bem no vídeo e procuro sintetizar e complementar a informação sobre o assunto:

A base da alimentação de todas as vacas leiteiras de todas as vacarias que conheço em Portugal ou no resto da Europa é sempre forragem, plantas quase sempre produzidas nos próprios terrenos junto à vacaria ou comprados a outros agricultores: no meu caso, na minha região, na zona sul da Europa, a base é silagem de milho, (aproveitando toda a planta a partir de 15 com do chão), porque temos temperaturas que permitem um desenvolvimento excepcional do milho; Mais a Norte, na Galiza, no Norte da Europa, nos Açores, a base da alimentação é a erva (azevém, trevos, aveia, luzerna…), em pastoreio direto dos animais ou cortada no campo, transportada para a vacaria e dada imediatamente em verde (como faço às vezes) ou armazenada através da secagem ao sol (feno), desidratada em secadores (sistema raro em Portugal e comum na Espanha ou França) ou fermentada (silagem de erva) em rolos plastificados ou em silos-trincheira (daí vem o nome silagem). Nenhum destes sistemas é mais perfeito, ecológico ou saudável por si próprio, depende das condições de cada um. Basicamente os agricultores, ao longo dos anos, com o apoio dos técnicos, procuraram o sistema mais adaptado às suas condições. Por exemplo, é quase impossível levar os animais a pastar em terrenos no meio de estradas, fábricas e casas e também é quase impossível fazer silagem de milho ou erva na alta montanha ou fazer feno quando chove sempre.

Todas as vacas, todos os bovinos, todos os ruminantes precisam de fibra, por isso usamos as forragens. Mesmo em caso de seca extrema em que tenhamos de recorrer só a ração como nutriente temos de juntar palha para o bom funcionamento digestivo do animal que precisa de alguma fibra para ruminar. No meu caso, 80% da alimentação é forragem (silagem de milho, silagem de erva, palha) e 20% é ração.

Quase todas as vacas comem alguma ração, para equilibrar a forragem de base. Se a base é silagem de milho, os nutricionistas das fábricas de ração complementam com uma ração mais proteica, por exemplo com bagaço de colza ou bagaço de soja. Se a base for erva, as vacas precisam de alguma ração mais energética, com farinha de milho ou sub-produtos do milho (corn gluten, farinha forrageira, etc). Mesmo em pastagem as vacas costumam comer alguma ração, nomeadamente na hora da ordenha. Até no modo de produção biológico comem alguma ração, que é muito mais cara porque tem de ser produzida à base de cereais da agricultura biológica.

As vacas e os restantes ruminantes tem a capacidade de digerir e aproveitar a celulose das plantas e por isso também aproveitar os sub-produtos usados na alimentação humana ou na produção de biocombustíveis. Por isso quase todas as matérias primas que mostro no vídeo e agora com mais detalhe nestas imagens são bagaços, cascas e sêmeas, restos da produção de óleos alimentares, etanol ou biodiesel. As vacas não comem soja, podem comer uma percentagem de bagaço de soja ou casca da soja.

A bem da verdade e da transparência, com dados divulgados pela IACA, Associação Portuguesa dos Industriais de alimentos compostos para animais, só 23% da ração produzida em Portugal é consumida por bovinos (vacas leiteiras e vacas de carne, vitelos e novilhos). Quase metade (44%) é destinada às aves e 22% aos suinos. E dizer isto não é nenhuma crítica aos produtores ou consumidores de ovos ou carne de frango ou de porco (animais monogástricos extremamente eficientes a transformar ração em proteína animal). É só para dizer que é duplamente injusto e falso culpar as vacas por “alegadamente” comerem ração que não comem com produtos que não tem.
#carlosnevesagricultor

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publicado às 18:22

Cristina Ferreira

por Carlos Neves, em 11.01.20

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A brincar, a brincar...

Selfies com o Marcelo toda a gente tem, mas quero ver as vossas fotos com a futura Presidente Cristina 😉😁.
Falando ainda mais a sério...

Esta foto é uma recordação de 22-1-2015, quando tive de ir à TVI dizer que o leite não é veneno, porque quem diz mentiras dessa gravidade não pode ficar sem resposta. É só isto.

#carlosnevesagricultor

 

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publicado às 18:33

"Nunca comeces a parar, nunca pares de começar!"

por Carlos Neves, em 08.01.20

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Hoje aprendi esta frase de Cícero, que foi escritor, político e filósofo romano. Foi com esta citação que Roberto Cavalieri, presidente da Associação de Produtores de Leite da Itália abriu hoje o editorial da newsletter do EMB, Associação Europeia de Produtores de leite, onde também é vice-presidente. Estive em novembro a representar a APROLEP na assembleia geral do EMB realizada na Itália, próximo da Hazienda agrícola de Roberto, com vacaria, queijaria, gelataria e restaurante onde ofereceu aos colegas europeus um fantástico jantar.
Esta frase é um bom lema para assumir o cargo de Secretário-geral da APROLEP. Porque às vezes temos de sair de casa para aprender a trabalhar melhor na nossa casa, para defender e valorizar o nosso trabalho e dar o nosso contributo para definir a politica nacional ou comunitária.
#carlosnevesagricultor
#aprolep
#juntossomosmaisfortes
#juntosvamosmaislonge

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publicado às 23:29

Precisamos de falar (IV) - O suicídio entre os agricultores

por Carlos Neves, em 05.01.20

Ao publicar a história do Professor, do frasco e do café lembrei-me de uma conversa que tive na feira de natal: Perguntou-me então um amigo se aqui em Portugal não existe um problema de suicídio agrícola como na França. De facto, na França suicida-se, em média, um agricultor a cada dia que passa, muitas vezes com justificação económica. Já tinha lido sobre isso e acompanho o assunto através da Marche Citoyenne de Patrick Maurin. Patrick é vereador na cidade de Marmande e já fez várias caminhadas de centenas de Kms para apoiar os agricultores em desespero e as famílias de agricultores que se suicidaram. "Au non de la terre" é um filme de 2019 sobre essa temática. Creio que no Estados Unidos o fenómeno também tem alguma dimensão.
Aqui em Portugal a situação económica dos agricultores, e em particular dos produtores de leite não é melhor que a dos franceses, mas apesar de dois ou três casos que atribuo a depressão não houve uma crise de suicídios nos últimos anos, apesar da crise que tocou a todos e foi muito dura para alguns.Talvez, disse eu ao meu amigo, talvez a missa e o café nos ajudem a resistir ao desespero. A missa, a religião, além do convívio da comunidade dá-nos um conforto e uma perspetiva da vida para além do imediato. "Felizes os que choram,porque serão consolados". O café, a tasca, o pão quente onde podemos beber um café, uma cerveja ou um chá com amigos e desabafar, está ao virar de cada esquina (muito mais fácil de encontrar do que no meio rural francês).
Em 2012, preocupado com a grave crise de então na produção de leite, pedi à Carla Teixeira, Psicóloga, um artigo sobre a depressão para a revista “Produtores de Leite nº6”. Coloco o texto nos comentários, caso tenham interesse.
Entretanto, ao preparar este texto, não me lembrando do nome de Patrick que referi acima, pesquisei "suicide”; imediatamente o Facebook me convidou a falar com um amigo, ligar para uma linha de apoio ou encontrar formas de me ajudar 😊. Calma, pessoal, está tudo bem comigo! Mas são boas sugestões, se estiverem em baixo ou conhecerem alguém assim, passem mensagem. E fiquem bem! Nunca estamos sozinhos, ok?
#carlosnevesagricultor
#juntosomosmaisfortes

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publicado às 22:26

Protejam os vossos olhos!

por Carlos Neves, em 04.01.20

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Precisamos de rotinas para não esquecer as tarefas que têm de ser feitas. Aos sábados, costumo ver se é preciso abastecer o robô de ordenha com os detergentes e desinfetantes. A lata verde estava vazia, fui buscar uma cheia e troquei. Antes de fazer a troca das mangueiras para lata cheia, coloquei os óculos de proteção, porque bastava saltar uma gota de detergente para o olho para me magoar. A empresa que forneceu o robô de ordenha ofereceu uns óculos para ter ali sempre disponíveis. Quando ficaram velhos comprei outros. Meia dúzia de euros. Quanto vale um olho? Nós, portugueses, gostamos de arriscar. Só passámos a usar capacete e cinto de segurança por causa das multas.
Ah, e não venham com a treta de usar produtos naturais em vez de "químicos". Os casos mais graves de queimaduras que conheci foram com "cal", um produto "natural", ou lixívia, um produto banal que toda a gente tem em casa, tal como os detergentes da louça ou da roupa. Temos de usar estes detergentes para a ordenha ficar bem limpa e haver segurança alimentar. Usemos com cuidado e com proteção para os olhos. Precisamos deles para muita coisa, até para ver o facebook.  PS - Não seu perfeito, às vezes também facilito e cometo erros, mas não é por isso que deixo de ter razão no que digo, que tenho o dever de avisar e quem ler e lembrar tem o dever de seguir bons conselhos. Não inventem desculpas 
#carlosnevesagricultor
#oseguromorreudevelho
#eodesconfiadoaindaévivo
#segurançanotrabalho

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publicado às 22:43

O professor, o frasco das pedras e o café

por Carlos Neves, em 04.01.20

Na minha publicação "Precisamos de falar - I" fiz uma referência à história do frasco das pedras e do café. A história é muito conhecida, mas pode sempre haver alguém que desconheça ou já esqueceu e a quem saiba bem lembrar. Seja qual for o caso, bom dia para todos!

"Um professor estava diante de sua turma de filosofia e tinha alguns itens à sua frente. Quando a aula começou, sem dizer uma palavra, pegou num frasco de maionese, de vidro, grande e vazio e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Ele então perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Eles concordaram que estava. Ele, então, pegou numa tigela de pequenos seixos, meteu-os no frasco, e agitou-o levemente para que enchessem o espaço ao redor das bolas de golfe. “E a jarra, está cheia agora?” , perguntou ele. O grupo de alunos todos se olharam e concordaram que o frasco estava agora completamente cheio. O professor pegou uma caixa com areia e despejou-a dentro do frasco. Claro, a areia preencheu todo o resto. Ele perguntou novamente se o jarro estava cheio. Os alunos responderam com um sonoro “sim”. Rindo com o facto de terem sido tão ingénuos. O professor em seguida pegou numa chávena de café que estava na mesa e derramou o café para dentro do frasco. Assim preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram. O professor, então, passou a explicar a experiência: – “Este frasco é a vida”, disse ele, “e as bolas de golfe representam as coisas que são realmente importantes, estas são as coisas que têm valor real como a vossa família, amigos e saúde. As pedrinhas são coisas como a sua hipoteca, trabalho, carro, roupas e assim por diante. A areia… representa todas as outras coisas pequenas. ” “Se encherem o frasco com a areia ou pedras primeiro, então não vão ter espaço para as coisas que mais importam. O mesmo vale para a vida. Portanto, devem sempre se lembrar de primeiro dar espaço para as coisas que são mais importantes na sua vida. ” “Passa tempo com teus filhos; tira tempo para pintar ou fazer caminhadas, leva o teu parceiro ou parceira para uma refeição. Qual é o teu hobby ou paixão? O que é que te liga com a vida? Se não gastas tempo com isto…”, Ele disse levantando uma bola de golfe. “…Então vais encontrar a tua vida inundada com coisas pequenas. Haverá sempre tempo para limpar a casa e consertar a porta do armário. Cuida das bolas de golfe primeiro, das coisas que realmente importam. Define tuas prioridades. O resto é só areia. ” Um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representava o café. O professor sorriu. “Eu estou contente que alguém esteja com atenção. O café serve só para mostrar que não importa o quanto a tua vida esteja cheia, há sempre espaço para um café com os amigos.”
(All you need is coffee with your friends = Tudo o que precisas é café com os amigos)
#carlosnevesagricultor

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publicado às 08:33

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